terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Promoção no Sampa para crianças

Querido(a)s

Estamos com uma promoção de fim de ano no blog Sampa para crianças.
http://sampaparacrianças.blogspot.com
Sortearemos uma linda Baby Bag no próximo dia 20/12 e para concorrer é só comentar o post colocando nome, nome e idade do(s) filho(a)s, e-mail, cidade e estado.

Corra lá!

Promoção de Fim de ano do Sampa para crianças, Participe!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lembrancinhas originais

As festas de crianças hoje em dia são na sua maioria muito comerciais e sair do óbvio as vezes é difícil.
A artesã Nina Veiga, que trabalha com a influência da Pedagogia Waldorf propõe lembrancinhas originais que são um verdadeiro encanto, como a varinha de dons.
Vale a pena também conhecer seus bonecos e trabalho social.
Abaixo um trecho de uma entrevista de Nina Veiga a revista Pais e Filhos.

Pais e Filhos - Quais as principais diferenças entre uma festa normal e uma Waldorf?

NV - A diferença principal parece estar na simplicidade e na intensidade. A festa de aniversário inspirada na Pedagogia Waldorf gira em torno de uma celebração singela, voltada para o momento especial da criança que aniversaria. Há menos atos de consumo e mais gestos plenos de significado.

Pais e Filhos - As crianças que recebem as lembrancinhas, sabem o que significam?

NV - Todas as lembrancinhas de aniversário são brinquedos saudáveis que podem ser usados naturalmente pelas crianças em seu cotidiano.

Pais e Filhos - Como são feitas as lembrancinhas Waldorf?

NV - São trabalhos de arte manual, confeccionados um a um, buscando valorizar e respeitar o fazer humano.

Pais e Filhos - Tem muita procura?

NV - Sim, mas não apenas por pessoas relacionadas ao universo Waldorf. Muita gente me procura apenas para fugir ao tradicional e acaba partilhando comigo que, com muito menos dinheiro e trabalho, fizeram um aniversário emocionante e alegre para crianças e adultos.

Pais e Filhos - Fale um pouquinho desse seu trabalho.

NV - Gosto de enfatizar que os aniversários podem ser iguais ano após ano, a mesma decoração, o mesmo teatro de bonecos, a mesma cerimônia. Isso pode soar estranho em um mundo que exige sempre novidade e superação. Porém, reviver permite o aprofundamento das emoções ao mesmo tempo em que possibilita à criança antever a experiência, deixando-a mais segura e tranquila.







sexta-feira, 25 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Falando mais sobre a Pedagogia Waldorf

Pedagogia Waldorf
por Silberto Azevedo



O que é uma Escola Waldorf?

A primeira escola Waldorf surgiu em 1919, na Alemanha, sob a orientação de Rudolf Steiner (1861-1925), filósofo, cientista e artista austríaco. Ela foi criada a pedido de Emil Molt, industrial, para atender os filhos dos operários e funcionários da fábrica de que era diretor. Foi uma experiência de sucesso.

Hoje, as escolas Waldorf formam a maior rede de ensino em crescimento no planeta. Estão nos cinco continentes. E embora tenham sido criadas na Alemanha, buscam incentivar e incorporar a cultura do país em que se encontram.

No Brasil, a primeira escola foi criada em 1956, em São Paulo. A partir de então, o movimento tem se expandido com novas escolas em Florianópolis, Ribeirão Preto, Friburgo, Juiz de Fora, Botucatu, Belo Horizonte, entre outras.

Não há administração central; cada escola é independente. Há, contudo, associações que apóiam o movimento, promovendo congressos de atualização de professores e muitas vezes, ajuda financeira para escolas de poucos recursos materiais.

No Brasil, tanto existem escolas destinadas à classe média, quanto dirigidas à população mais carente. Em São Paulo surgiu a escola na favela Monte Azul, onde se realiza um intenso trabalho de caráter social.

Os pais e a família têm papel preponderante na escola. Geralmente se entusiasmam pela proposta e colaboram para que ela possa ser viabilizada.

O que é a Pedagogia Waldorf?

A Pedagogia Waldorf é baseada nas observações de Steiner sobre a entidade humana. Ele chamou de Antroposofia à sistematização do conhecimento que obteve em suas pesquisas (Anthropos = homem; Sofia = conhecimento. Antroposofia = conhecimento da natureza humana).

Steiner descreve o ser humano sob vários ângulos complementares. Dois deles têm efeito direto na educação: a constituição humana, e o desenvolvimento da personalidade em ciclos de 7 anos (setênios).

Para Steiner, o ser humano é constituído de três veículos de expressão: o corpo, as emoções e a mente. A esses três veículos correspondem três funções: o querer, o sentir e o pensar. Todos esses aspectos precisam ser educados com a mesma atenção para a plena realização do potencial humano. Esse é o objetivo da Pedagogia Waldorf, e por isso ela desenvolveu atividades para cada um daqueles aspectos.

O corpo é educado por meio de atividades práticas como jardinagem, marcenaria, construção, ginástica, trabalhos manuais, entre outras. A educação do corpo, tal como é praticada nas escolas Waldorf, fortalece o caráter da criança, pois desenvolve a sua força de vontade, criando nela qualidades como a disposição para enfrentar dificuldades e a perseverança.

As emoções são educadas por meio da arte: música, canto, desenho, pintura, literatura, teatro, trabalhos manuais, recitação, escultura, e cerâmica. Por meio da expressão artística, são dadas muitas oportunidades para o refinamento da sensibilidade, harmonização de conflitos na área afetiva e interação social.

Dentro do currículo Waldorf, desde o jardim de infância, incluem-se aulas de culinária, modelagem, pintura, desenho livre e trabalhos manuais, bordado, tricô e marcenaria) poesia, teatro (contos de fada, contos populares, fábulas e lendas) , exposições, músicas e festa na escola.

A mente é educada por meio da transmissão do conhecimento já adquirido pelo homem de forma balanceada e adequada à idade do aluno. Nas Escolas Waldorf busca-se cultivar o sentimento de admiração que as crianças têm em relação à natureza e ao mundo como forma de manter vivo o seu interesse em aprender. Arte e atividades práticas são também instrumentos a serviço das matérias acadêmicas.

Com a educação integrada de todos os aspectos do seu ser, a criança aprende a não dissociar seus pensamentos, sentimentos e ações. Torna-se um adulto equilibrado e coerente.

Os setênios

É de conhecimento geral algumas crises básicas na biografia humana:

Aos 7 anos – a troca dos dentes
Aos 14 anos – a puberdade
Aos 21 anos – maioridade

Os primeiros 7 anos de vida são dedicados ao conhecimento do corpo, seus limites e capacidades. A aprendizagem nesse período é realizada principalmente por vias inconscientes, baseada na imitação. A criança estrutura as suas experiências por meio das brincadeiras que brotam da sua imaginação. A virtude básica que a criança precisa ver manifestada ao seu redor é a gratidão pela vida. O mundo é bom!

Quem são os profissionais que preparam os alunos de uma forma tão abrangente?

Um professor Waldorf é um ser humano que busca, sobretudo seu autoconhecimento, assim ele estimula o desenvolvimento dos seus alunos, mas ele deve estar em constante desenvolvimento.

Os professores possuem habilidades de conduzir a criança para a socialização sem violentar o seu mundo interior. Deve respeitar e incentivar a sua criatividade e imaginação ao mesmo tempo em que a ajuda a adquirir bons hábitos de vida: ritmo, disciplina, respeito para com os outros.

A educação no primeiro setênio se dá pelo exemplo. O que o professor é conta mais do que as atividades propostas ou as técnicas usadas.

A relação professor-aluno é o aspecto mais importante para uma educação integral. Informações podem até ser transmitidas por meio eletrônicos. Educação, não. Na Escola Waldorf, há condições bastante propícias ao aprofundamento dessa relação.

Para se preparar para a tarefa de lecionar em uma escola Waldorf, há cursos de formação tanto na filosofia antroposófica, quanto para o desenvolvimento artístico necessário e técnicas pedagógicas.


Mitos e verdades

1. O que é Antroposofia?
Correspondendo às suas raízes lingüísticas, a palavra Antroposofia (do grego Antropos – Homem e Sophia – Sabedoria) significa sabedoria a respeito do homem. Elaborada, em seus princípios, pelo filósofo e cientista austríaco Rudolf Steiner (1861- 1925), procura satisfazer a busca de conhecimento do homem moderno a respeito de si mesmo, buscando responder recorrentes perguntas do ser humano: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? Qual é o sentido de minha existência?

Além da Pedagogia Waldorf, praticada em mais de 650 escolas em todo o mundo, a Antroposofia trouxe bases científicas para uma renovação nas diversas áreas da vida social, como a Medicina, Artes, Agricultura Biodinâmica, Terapias, Educação Especial, e muitas outras. (Veja mais no site: www.sab.org.br ).

2. Ao sair de uma escola Waldorf meu filho terá dificuldades em adaptar-se a outras escolas ou ao mundo?

A prática e relatos mostram que as crianças transferidas para outras escolas normalmente conseguem bom desempenho e boa adaptação. Freqüentemente se sobressaem quanto à capacidade de concentração, criatividade, entrosamento social, autonomia e alegria no aprender.

3. O ensino é “mais fraco”, se comparado às Escolas convencionais?

Não. A Escola Waldorf também exige muito dos alunos. A diferença está na forma com que os assuntos são trazidos às crianças, e no respeito às suas fases evolutivas.

4. E o vestibular?

Jovens ex-alunos Waldorf, mostram-se aptos a passar em qualquer vestibular, tanto quanto alunos de escolas tradicionais. Podem tornar-se bons profissionais nas áreas de ciências exatas, humanas, biológicas ou quaisquer outras. Normalmente mostram sensibilidade em relação às questões de ordem social, estando bem conectados à realidade. Enfrentam os desafios da vida com equilíbrio e com os “pés no chão”.



5. Como são feitas as avaliações numa escola Waldorf?

O progresso dos alunos é descrito detalhadamente pelos professores, nos boletins anuais. Mais do que notas por matéria, são enfocadas habilidades como perseverança, interesse, motivação e força de vontade. Esse método de avaliação permite um acompanhamento amplo do desenvolvimento da criança. As provas e testes também são aplicados, quando o professor julga necessário.

6. Como se dá o ensino da Informática?

Partindo de um estudo aprofundado a respeito do desenvolvimento do ser humano, constatamos que a criança só deveria utilizar computadores quando, simultaneamente, puder compreender o seu funcionamento mecânico. Tal habilidade surge de forma viva e livre, no Ensino Médio. Essa espera proporcionará ao jovem a capacidade de não se deixar manipular, fazendo uso consciente dos meios eletrônicos, tão importantes na época em que vivemos.

7. Como a questão dos Limites é trabalhada?

O ser humano só alcança sua maturidade aos 21 anos. A criança gradativamente conquista autonomia, responsabilidade e liberdade. O limite é imprescindível para a criança em desenvolvimento.Embora na educação infantil a criança tenha seu espaço de expressão através do brincar espontâneo, existem limites e atividades definidas, ritmo e horários, o que traz segurança para o ambiente.Do maternal ao ensino fundamental, os limites são claramente colocados pelos professores, em linguagem adequada a cada faixa etária.

8- Como é a alfabetização numa escola Waldorf?

Na Escola Waldorf, a alfabetização tem início no Ensino Fundamental, devido ao respeito que se dá a diversos aspectos do desenvolvimento da criança, e não apenas o cognitivo ou intelectual.Atualmente muitas crianças apresentam precocidade no lado intelectual, o que não quer dizer que tenham maturidade para submeter-se a um processo de alfabetização. Muitos problemas futuros podem ser evitados, quando se tem a devida paciência para esperar. Crianças que entram no primeiro ano Waldorf já alfabetizadas têm a oportunidade de conhecer as letras e a escrita de maneira viva e artística o que amplia em muito sua relação com o mundo letrado.

9- Como é tratada a Religião nas Escolas Waldorf?

A Antroposofia não é uma religião. É uma visão do Universo e do Homem obtida segundo métodos científicos. Dessa cosmovisão decorre uma imagem do ser humano, que é objeto de constante estudo para os professores.

Nas Escolas Waldorf, não se prega nenhuma confissão específica, respeitando-se a liberdade espiritual de seus alunos e familiares.O sentimento de religiosidade, que a criança naturalmente traz consigo, é cultivado na celebração das festas cristãs e também através de pequenos gestos de gratidão aos homens, à natureza e a Deus.

10- Há alguma recomendação da Escola em relação à alimentação?

As crianças devem evitar os doces na parte da manhã, pois o organismo não está apto a digeri-los, o que prejudica a concentração. Na medida do possível, o ideal é receber uma alimentação integral isenta de agrotóxicos.

11- Como é a formação do professor Waldorf?

O professor Waldorf, além da formação tradicional exigida pelo MEC, passa por uma formação específica, que consiste nos Cursos de Formação em Pedagogia Waldorf. Fazem parte da formação matérias teóricas como as que tratam do currículo e do desenvolvimento da criança. Filosofia, Arte, História da Arte, Música, Trabalhos Manuais, entre outras.Entretanto, a formação de todo professor se completa dentro da sala de aula, no exercício diário da sua missão.Num mundo onde valores humanos são cada vez menos considerados, temos a árdua tarefa de lutar contra uma corrente que prega a alienação, a massificação de idéias, a falta de sensibilidade. O professor, como agente transformador da sociedade, começa tansformando-se a si próprio.A relação professor-aluno é o aspecto mais importante para uma educação integral. Informações podem até ser transmitidas por meios eletrônicos. Educação, não.

12- As Escolas Waldorf são reconhecidas pelo MEC?

Sim. E têm suas Propostas Político Pedagógicas avaliadas como uma das mais completas e adequadas aos novos Parâmetros Educacionais mundiais.

13- Como são administradas?

A organização administrativa de cada instituição Waldorf segue o princípio da autogestão. Não há dono, mas conselhos. Cada escola é representada juridicamente por uma Associação sem fins lucrativos, no nosso caso, a Associação Pedagógica Itacolomi), da qual participam professores, pais, e aqueles que sentem afinidade com os seus propósitos educativos e culturais. Esta filosofia, ou tipo de gestão que dela provém, não muda em nada quaisquer responsabilidades pedagógicas, financeiras ou jurídicas. A Escola Waldorf responde a todos esses níveis, como qualquer outra escola.

“ A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmo, encontrar propósito e direção para suas vidas.”

Rudolf Steiner

Texto e imagens: Lume Jardim de Infância (www.lumejardim.com.br)




Princípios da Pedagogia Waldorf

A natureza faz do ser humano um mero ser natural;
a sociedade, um ser que age segundo leis;
somente ele próprio pode fazer de si um ser livre.

Rudolf Steiner
Trad. V.W.Setzer


A Pedagogia Waldorf concebe o homem como uma unidade harmônica físico-anímico-espiritual e sobre esse princípio fundamenta toda a prática educativa.

Considera o lado anímico-espiritual como a essência individual única de cada ser humano e o corpo físico como sua imagem e instrumento.

Parte da hipótese de que o ser humano não está determinado exclusivamente pela herança e pelo ambiente, mas também pela resposta que do seu interior é capaz de realizar, em forma única e pessoal, a respeito das impressões que recebe. Considera que o homem ao nascer é portador de um potencial de predisposições e capacidades que, ao longo de sua vida, lutam por desenvolver-se.

A partir de uma visão antropológica, a Pedagogia Waldorf propõe uma concepção sobre o homem que abrange todas as dimensões humanas, em íntima relação com o mundo; explica e fundamenta o desenvolvimento dos seres humanos, segundo princípios gerais evolutivos que compreendem etapas de 7 anos, denominadas setênios.

Cada setênio apresenta momentos claramente diferenciáveis, nos quais surgem ou despertam interesses, perguntas latentes e necessidades concretas.

No primeiro setênio (0-7anos), a criança emprega todas as suas energias para o desenvolvimento de seu físico. Ela manifesta toda sua volição através de intensa atividade corporal.

Essa atividade, que atua na formação do físico do homem, se metamorfoseia na maior ou menor capacidade de atuar na vida adulta com liberdade no âmbito cultural-intelectual.

Nessa fase a criança tem uma grande abertura em relação ao mundo. Ela acolhe sem resistência anímica tudo o que lhe advém do ambiente em redor, entregando-se ao mundo com CONFIANÇA ilimitada. Vive num estado de ingenuidade paradisíaca, num mundo em que o bem e o mal se confundem indistintamente.
Na criança, todos os órgãos de percepção sensória estão abertos e, a partir de uma intensa atividade em seu interior, ela responde com a repetição dos estímulos vindos do ambiente exterior, a IMITAÇÃO. Essa imitação é a grande força que a criança de 1° setênio tem disponível para a aprendizagem, inclusive a do falar, do fazer, do adequado ou impróprio no comportamento humano. E é por uma imitação mais sutil que ela cria, ainda sem consciência, o fundamento para sua moralidade futura.

Nesse período a criança tem muitos amigos. Ela está aberta a contatos com outros, porém as amizades ainda são bastante superficiais, não atingindo efetivamente o outro; são muito mais destinadas a trazer o outro para o seu próprio mundo e brincar.

Durante esse 1º setênio, a relação mais importante com o mundo exterior transcorre de fora para dentro. Todavia, as experiências adquiridas ainda não são centralizadas no eu, ou seja, no centro de sua consciência.

No segundo setênio (de 7 a 14 anos), a criança passa a ter todas as suas forças dirigidas ao seu desenvolvimento anímico. Emancipando-se da vida puramente corporal, as energias infantis reaparecem metamorfoseadas em boa memória, imaginação, prazer em repetições rítmicas e freqüentemente em desejo de conhecer imagens de caráter universal capazes de estimular a fantasia.

O pensamento da criança dessa fase é nascido mais das energias do coração do que da cabeça; é um sentimento que pensa. Este pensar é, portanto, ainda muito diferente do pensar analítico e especulativo do adulto.

A grande força para aprender, nesse momento, é a capacidade de vivenciar imagens interiores intensamente. Essas imagens falam ao mundo dos sentimentos das crianças e é por intermédio delas que a criança se liga aos conteúdos apresentados.

Por volta dos nove anos, no entanto, a criança vivencia uma distância entre ela e os adultos, entre ela e o mundo e isto lhe causa insegurança. Começa então, inconscientemente, a questionar a autoridade a que antes se entregou e busca justificar sua admiração e veneração para readquirir segurança.

Por volta dos dez / doze anos, o corpo da criança começa a perder as características da infância: predomina o crescimento dos membros e o desenvolvimento do sistema muscular se torna mais importante. Inicia-se, aí, o período em que ela inclina-se à crítica e surge uma nova capacidade de raciocinar. Só agora, por volta de doze anos, a criança é capaz de compreender as relações causa-efeito, ou seja, entende e busca legitimamente as leis que regem os fenômenos. Ainda nesse período, toma suas próprias vivências como referência para compreensão deles; só mais tarde terá a capacidade de olhá-los de forma isolada, ou seja, do ponto de vista exclusivamente intelectual. Nas relações sociais, as crianças dessa fase tendem a ser camaradas e justas com os colegas, levados por sentimentos morais e honradez. Tudo nessa fase, inclusive as travessuras, têm seu encanto.

No final desse setênio, entre doze e catorze anos, começa o complexo de sintomas da puberdade. Os processos de transformação dentro do corpo do púbere perturbam a harmonia de sua vida anímica. Surge o desequilíbrio e antipatia aos valores tradicionais até então aceitos. A reflexão intensa sobre tudo o que até agora estava estabelecido causa uma grande inatividade - " preguiça"; por outro lado, todos os processos corpóreos exigem muita atividade física.

No terceiro setênio (14 a 21 anos), o jovem entra numa relação totalmente nova com o mundo. Liberam-se as energias anímicas, ou seja, elas tornam-se independentes. No entanto, a trajetória de desenvolvimento do anímico constitui a base da vida emotiva pessoal, em que a vida se torna assunto próprio e interrogação individual sobre tudo que existe.

Uma vez liberadas as forças anímicas, desperta o pleno desenvolvimento das forças do pensar lógico, analítico e sintético. É nesse pensar e no discernir que o jovem vai buscar respostas às perguntas existenciais que surgem. É típico, nessa fase, o caráter enciclopédico, o entusiasmo pelo conhecimento e pela compreensão de fatos, a realização de experiências com perseverança e tenacidade. A esperança e o fracasso são os pólos entre os quais a vida passa a se desenrolar.

A solidão é uma intensa vivência da puberdade e é a partir dela que o jovem procura o caminho que o conduz ao próximo e a sua própria identidade. Surge daí o desejo de experienciar algo junto aos outros e sentir-se protegido pelo grupo de amigos. Ele anseia por novos pontos de apoio e quer reconhecer o mais velho como um guia numa atmosfera amistosa, pois autoridade para ele, agora, é um insulto a sua personalidade.

Pode-se considerar a puberdade como um acontecimento dramático e grandioso na vida juvenil. O amadurecimento sexual, embora seja um grande drama real, não é o mais importante, pois há outros tantos com os quais o jovem tem que lidar.

Paralelamente, ao despertar para a realidade da sexualidade, há o despertar para a realidade da Terra. Surge então a capacidade de amar profundamente, não apenas o sexo oposto, mas a humanidade como um todo. Esse é o momento em que se desenvolve no jovem um vigoroso idealismo, a busca pela verdade, a vontade de mudar o mundo e torná-lo mais fraterno. Sentindo-se co-responsável pela futura estrutura social, despertam-se-lhe os impulsos de luta, realização e atuação. Assim, o jovem prepara-se para, através de uma profissão, atuar na vida social, onde acredita ser possível realizar os ideais formados na juventude.

Ao observar-se o desenrolar dos 3 setênios e fazer-se um paralelo entre o desenvolvimento da humanidade e o do indivíduo, é possível notar que, nos dois primeiros setênios e parte do terceiro (até ao redor dos 16 anos), o ser humano reconstrói em si a evolução que a Humanidade foi realizando através das diferentes etapas históricas. Isto é, o nível de consciência vai sendo conquistado paulatinamente, do nascimento à juventude, como a Humanidade o fez da Antigüidade aos dias atuais.

Esta observação, fundamentada no conhecimento profundo das características evolutivas e no conhecimento da conquista paulatina de consciência, requer que a ação pedagógica promova, facilite e maximize a aprendizagem e dê resposta aos interesses, perguntas latentes e necessidades concretas da criança. Pois é só respondendo à expectativa presente no educando que a aprendizagem adquire caráter significativo.

A educação assim entendida transcende a mera transmissão de conhecimentos e se converte em sustentação do desenvolvimento integral do educando, cuidando que tudo o que se faça tenha como meta a formação de sua vontade e o cultivo de sua sensibilidade e intelecto.

Em conseqüência, a Pedagogia Waldorf organiza os conteúdos curriculares no tempo e no ritmo adequados à situação evolutiva específica, cultivando a ciência, a arte e os valores morais e espirituais.

Deste modo, procura-se estabelecer uma relação harmônica entre desenvolvimento e aprendizagem, fazendo confluir a dinâmica interna da pessoa com a ação pedagógica direta, ou seja, integrando os processos de desenvolvimento individual com a aprendizagem da experiência humana culturalmente organizada.

A Pedagogia Waldorf dá especial atenção para que no ensino se encontrem entretecidos pontos de vista científicos e estético-artísticos com os aspectos relativos ao respeito profundo e à admiração ante o mundo.

Aprofundando-se nos estudos antropológicos e ampliando-os, Rudolf Steiner compreendeu que os fundamentos para a realização dos ideais humanos de convivência moral-social, baseados na liberdade com responsabilidade, fraternidade, respeito mútuo, consciência plena de igualdade de direitos e deveres, desenvolvem-se na criança e no jovem, através do cultivo da admiração e da veneração, os quais só podem se dar através de uma religiosidade livre e verdadeira. Respeitando todas as religiões, foi no cristianismo que Rudolf Steiner encontrou caminho para essa religiosidade. Assim, as Escolas Waldorf têm sua pedagogia permeada por valores cristãos livres de qualquer instituição confessional.

Fonte: http://www.sab.org.br/

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Donald Winnicott - Educar para Crescer

Frases de Donald Winnicott:

"O precursor do espelho é o rosto da mãe."



"O buscar só pode vir a partir do funcionamento amorfo e desconexo, ou talvez do brincar rudimentar, como se em uma zona neutra. É apenas aqui, nesse estado não integrado da personalidade, que o criativo, tal como o descrevemos, pode emergir."


O psicanalista Donald Winnicott trabalhava com crianças separadas de suas famílias em consequência da Segunda Guerra Mundial quando encontrou um interessante campo de estudo que lhe permitiu perceber etapas fundamentais do desenvolvimento da pessoa. Donald Winnicott constatou, por exemplo, a importância do brincar e dos primeiros anos de vida na construção da identidade pessoal. As conclusões a que ele chegou são preciosas para o trabalho dos educadores.

Boa parte dos conceitos de Winnicott se refere ao "desenvolvimento emocional primitivo", cujos efeitos, segundo ele, são de importância crucial para o indivíduo por se estenderem para além da infância. Muitos problemas da fase adulta estariam vinculados a disfunções ocorridas entre a criança e o "ambiente", representado geralmente pela mãe.

Os conceitos de verdadeiro e falso self (em inglês, palavra que se refere à própria pessoa) são um bom exemplo. "O self se forma com base nas experiências que o bebê acumula", diz o psicanalista Davy Bogomoletz, de São Paulo. "É aquilo que, embora indefinível, faz o indivíduo sentir que ele é único." A relação com a mãe leva o bebê a administrar a própria espontaneidade e as expectativas externas. "Se a mãe aceitar as manifestações do bebê - como a fome, o desconforto, o prazer e a vontade -, em vez de impor o que acredita ser o certo, o bebê vai acumulando experiências nas quais ele é sempre o sujeito, e o self que se forma pode então ser considerado verdadeiro", explica Bogomoletz. Porém o self construído em torno da vontade alheia é o que Winnicott chama de falso e que priva o indivíduo de liberdade e de criatividade.

Aconchego e proteção
Uma das frases famosas de Winnicott é "não existe essa coisa chamada bebê", querendo dizer que não há criança sem uma mãe (que não precisa ser necessariamente a que deu à luz). Vem daí a idéia da "mãe suficientemente boa", aquela cuja percepção - consciente ou inconsciente - das necessidades do bebê a leva a responder adequadamente aos diferentes estágios do desenvolvimento dele. Isso faz com que se crie um ambiente - nomeado por Winnicott de holding (cuja melhor tradução para o português, segundo Bogomoletz, seria "colo") - propício a um processo de formação de um ser humano independente. "O holding é o somatório de aconchego, percepção, proteção e alegria fornecidos pela mãe", diz ele. Começa como algo vital, como o oxigênio e a alimentação, e se dilui conforme o bebê cresce.

"Os educadores devem fornecer holding no ambiente escolar", segundo Bogomoletz. Isso significa tratar cada aluno como ele precisa. O termo "inclusão", se levado a sério, indica uma atitude de holding. O acolhimento adequado pode, portanto, ajudar uma criança regida por um self falso - geralmente boazinha e obediente - a se tornar mais espontânea. "No entanto, é preciso que a escola aceite as temporadas de 'mau comportamento'. "Trata-se de adotar sempre uma postura tolerante e criar condições para que a criança desfrute de liberdade. Nada mais importante, nesse sentido, do que o papel da brincadeira - fundamental para Winnicott, não apenas na infância, por misturar e conciliar o manejo do mundo objetivo e a imaginação. "Brincar pressupõe segurança e criatividade", diz Bogomoletz. "Crianças com problemas emocionais graves não brincam, pois não conseguem ser criativas."

O cobertorzinho
O movimento da psique entre o mundo das coisas e as fabricações da mente é uma atividade "transicional", adjetivo fundamental na obra de Winnicott. O conceito mais conhecido é o de "objeto transicional", representado classicamente pelo cobertorzinho a que muitos pequenos se agarram numa determinada fase. "Esse objeto é ao mesmo tempo uma coisa objetiva - existe num mundo compartilhado - e subjetiva - para seu dono, ele faz parte de uma fantasia, possui vida própria", explica Bogomoletz.

Dessa forma, o objeto transicional prolonga o período em que o bebê se acredita onipotente, enquanto ele substitui essa crença com a aceitação de uma realidade sobre a qual não tem controle nem pode modificar por meio da imaginação. O bebê se vê com poderes mágicos e, com o tempo, percebe a ilusão. Mas, com as brincadeiras e o aprendizado do mundo, a criança, o adolescente e o adulto retêm o poder de criar e adaptam-se às possibilidades reais. "A fantasia é realmente a marca do humano", diz Bogomoletz. "Já a objetividade é uma habilidade que se aprende, como uma segunda língua."

"A escola tem a obrigação de ajudar a criança a completar essa transição do modo mais agradável possível, respeitando o direito de devanear, imaginar, brincar", prossegue o psicanalista. O respeito que os pequenos terão pela objetividade será incorporado por eles, jamais imposto de fora para dentro. Quando livres para criar, eles, segundo Winnicott, vêem no estudo um modo de exercitar o poder de invenção. Se, no entanto, o ambiente escolar não for aberto à brincadeira, "os recreios serão tanto mais selvagens quanto as aulas forem mais opressoras ou supostamente sérias".

Formação nos campos de guerra
Donald Woods Winnicott nasceu em 1896 numa família rica de comerciantes em Plymouth, na Inglaterra. Ao entrar na faculdade de Medicina, foi convocado para servir como enfermeiro na Primeira Guerra Mundial, na qual fez as primeiras observações sobre o comportamento humano em situações traumáticas. Especializou-se em pediatria, trabalhando 40 anos no Hospital Infantil Paddington. Paralelamente, preparou-se para ser psicanalista. Trabalhou como consultor psiquiátrico do governo, tratando de crianças afastadas dos pais na Segunda Guerra Mundial. Em 1949, separou-se da primeira mulher, a artista plástica Alice Taylor. Dois anos depois, casou-se com Clare Britton, psicanalista e organizadora dos trabalhos do marido. Foi presidente da Sociedade Britânica de Psicanálise e morreu em Londres, em 1971.

Análise da própria infância e marcas da psicanálise
O interesse de Winnicott pelo estudo da construção da identidade veio da percepção da influência sufocante da mãe depressiva em sua personalidade. Ainda criança, Winnicott enveredou pelos caminhos da observação científica ao ler os estudos do naturalista Charles Darwin (1809-1892). Já pediatra, conheceu a obra de Sigmund Freud (1856-1939), fez terapia e freqüentou o grupo de Bloomsbury - integrado, entre outros, pela escritora Virginia Woolf (1882-1941) -, em que a psicanálise era tema recorrente. Seu trabalho chega ao Brasil com a criação de várias instituições winnicottianas.


Fonte:

http://educarparacrescer.abril.com.br/

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Reinventando a vida a dois

Gostei tanto deste texto que li no blog Mamíferas que publico aqui para que vocês possam também desfrutá-lo.


Reinventando a Vida a Dois

Hoje em dia, quando ouço alguém falar em ter um filho para 'recuperar o casamento', ou 'segurar o marido', eu rio sozinha. Rio, porque sei por experiência própria o quanto essa idéia é absurda. Ter um filho muda tudo na vida de um casal. Absolutamente tudo. Muda tanto, e exige tanta capacidade de adaptação, que hoje eu costumo dizer que acontece ao contrário: um casal só resiste ao nascimento de um filho, só permanece junto depois desse furacão, se a relação estiver muito forte, sólida, se o amor for imenso e absoluto, se houver disposição e muita, mas muita vontade de ficar junto. Depois que o bebê nasce, as prioridades são outras, as preocupações também. Dali por diante, é inevitável que uma boa parte das conversas gire em torno de temas como se engatinhar é importante ou se é melhor andar de uma vez, se dez fraldas por dia é um número razoável, se o bebê colocar todo o leite pra fora depois da mamada é normal ou se é melhor ligar para a pediatra, entre outras coisinhas que, de absolutamente desconhecidas, passam a ser importantíssimas quando recebemos nossos filhotes no mundo. O ritmo da casa também muda, e muito. O casal que podia esticar do trabalho para um cineminha, e do cineminha para um jantar, e do jantar para um motel, chegando em casa de madrugada sem pressa, afinal sábado é dia de desligar o despertador, passa a ter uma rotininha enlouquecedora, que varia sim, mas sempre em função dos horários e necessidades daquele serzinho tão apaixonante: o bebê. Com o dia-a-dia de troca de fraldas, acordadas noturnas, finais de tarde chorosos, adaptações e descobertas mil, falta tempo para momentos a dois, para o namorico descompromissado no sofá da sala, para o banho demorado a dois, para o papo gostoso sem hora pra acabar. E o romance? Via de regra, quando começa a pintar um clima, lá vem um chorinho pedinte que não dá pra ignorar. E lá vamos nós, acalmar o pequenino, pra depois, quem sabe, tentar começar tudo de novo. Isso, se o cansaço permitir, e o parceiro não estiver a essa altura desmaiado na poltrona da sala. Quando o bebê chega, é preciso triangular a relação. Não é só você para ele e ele pra você, o tempo todo. Há uma terceira pessoinha que demanda toda atenção e todo cuidado do mundo, e nem todo casal sabe lidar com isso. Surgem carências, disputas de afeto, vazios, necessidades não-satisfeitas. E aí, não tem jeito. Só com muita conversa e coração aberto é que a gente dá conta de se reorganizar, descobrindo novos caminhos e novas possibilidades. Quando nasce o bebê, nasce também uma família. Não dá pra achar que vai ser possível levar a vida de antes, dedicar-se ao parceiro da mesma maneira, cultivar o relacionamento na mesma intensidade. Não dá.Mas vale a pena parar pra pensar que diferente não é necessariamente pior. Apenas diferente. Se o casal se permite libertar dos anseios passados e abrir-se para a nova realidade, pode descobrir que a vinda de um filhote potencializa o amor, reinventa, redescobre. É incrível como a gente pode se apaixonar de novo, com mais intensidade do que da primeira vez, quando vê o parceiro trocando um olhar de ternura com aquele bebezinho tão pequeno, quando flagra uma troca de sorrisos sinceros, quando acorda no meio da noite e dá aquela olhadela no soninho conjunto. Tem que ter tolerância, paciência, tem que cultivar os momentos possíveis a dois, tem que aceitar que algumas coisas se perderam definitivamente. Só quando a gente aceita isso, é que se abre pra ver o tanto de coisa que a gente ganhou. E acredite, a troca é mais do que justa. E lembre-se, seu bebê não será recém-nascido para sempre, não terá um ano para sempre. Essa fase passa, mais depressa do que a gente imagina. E logo começam a aparecer de novo as oportunidades de um cineminha numa noite de sexta-feira, um almocinho a dois com mais tranquilidade, uma viagenzinha em que o filhote fica com alguém de confiança, e feliz da vida. Como em tudo na vida, vale a pena curtir o momento. Quando um bebê nasce, é o momento de descobrir e desvendar essa vidinha a três (ou quatro, como foi o nosso caso, ou cinco, como vivenciamos agora, rsrs). E quanta maravilha essa vida tem para nos mostrar!E quando menos esperarem, vocês serão dois de novo. Mas não como eram antes. Não, a coisa mudou, e mudou para melhor.  Porque de dois, vocês se tornaram um.

domingo, 25 de setembro de 2011

Carregando o bebê

Comprovadamente, nas culturas orientais ou mesmo indígenas, os bebes choram apenas alguns minutos por dia contrastando com os bebés ocidentais, que choram várias horas por dia.. isso contribuí para o cansaço e ansiedade tanto do bebe quanto da sua família, em especial sua mãe…
Através do tocar e do cheirar que os bebes estabelecem o seu contacto com o mundo, que criam os laços afetivos, estabelecendo a base do relacionamento com os seus pais e os que o cercam. Amamentar, pegar no colo, conversar, cantarolar, embalar, confortar são algumas das várias ações fundamentais para o fortalecimento do vínculo afetivo.
Cada vez que carregamos o bebê junto a nós, criamos a oportunidade de praticar e aprofundar a nossa relação e intimidade com ele!
Nossa sensibilidade, percepção e entendimento das suas necessidades aumentam na medida em que o contato é próximo e constante.





Fonte: Koladinho slings

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Canjinha no menu

CANJINHA COM ARROZ INTEGRAL

Ingredientes

Arroz integral 7 grãos (Ritto Cereais)
Frango desfiado
Abóbora japonesa
Repolho
Linhaça
Aveia em flocos
Azeite
Gersal ou sal

Modo de Fazer

Cozinhe o frango e desfie. Em seguida refogue o frango no azeite com uma pitada de Gersal ou sal, acrescente o arroz, a aveia e a linhaça. Torre um pouco e cubra tudo com água. Deixe cozinhar em fogo médio, acrescente água de necessário.
Quando o arroz estiver quase cozido acrescente a abóbora picadinha e o repolho.
Cozinhe tudo até ficar uma consistência pastosa.

Voilá!!!!

Acertando as Papinhas

Fiquei muito tempo com dificuldades para fazer as papinhas da Manu. Ainda bem que ela só começou realmente a comer quando eu acertei a mão.
Manu nunca gostou de Papinhas muito molinhas, sempre queria alguns pedacinhos. Assim, nesse e nos próximos posts vou compartilhar algumas papinhas que fizeram sucesso por aqui.

PAPINHA DE ARROZ CATETO E CARNE

Arroz cateto, abobrinha, cenoura, aveia em flocos, linhaça dourada e carne moída. Temperado com Gersal e refogado no azeite.

Modo de fazer:

Refogue a carne moída no azeite e uma pitada de Gersal. Doure a carne e acrescente o arroz, a cenoura picadinha, o gergelim e a aveia. Em seguida cubra com água.
Cozinhe um pouco com a panela semi tampada e se necessário acrescente mais água.
Por último acrescente a abóbora picadinha.
Cozinhe até ficar com uma consistência pastosa e começar a agarrar no fundo.

Bom apetite!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dica sustentável

Taí uma boa Dica Sustentável

Reutilizar as tampas de plástico das pets!
Magnífica idéia, assim não precisamos de pinças ou as fitinhas do pão de forma.
Como fechar um saquinho plástico de forma hermética?

Cortar uma garrafa pet
e conservar o gargalo e a tampinha; como nas fotos a seguir.


Passar a abertura do saquinho plástico por dentro
da boca do gargalo e a br i-lo para que fique como uma anágua,
a seguir feche com a tampa, para lacrar.


A rosca da garafa é hermética,
portanto não entrará: humidade, contaminantes, nem as formiguinhas tão incômodas.
O segredo está no gargalo e a tampa!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tornar-se Mãe

Nomeei esse post com Tornar-se Mãe porque acredito que o fato de engravidar, ter o filho e dar o seu melhor para cuidar dele não seja Tornar-se Mãe. Se apropriar da função Materna é deixar a sua menina interna morrer e renascer a Mãe, a cuidadora, a Maternal.
Sempre tive dificuldade para isso, talvez pelo fato de ter perdido minha mãe quando nasci, talvez por ter sido criada por pessoas que não estavam prontas para serem mães e cuidarem de mim, não vou poder afirmar, mas o fato é, para mim era difícil ficar bem, ver o real, estar presente com minha filha, ter opções.
Com a sacudidela que tomei logo no final do ano passado (morte da minha irmã que me criou) e com todo o processo do pós parto, tenho seguido nessa busca, na busca dessa Mãe interna que está dentro de mim, essa Mãe que servirá de espelho para minha filha, essa Mãe adormecida que foi amordaçada com as dores da vida. Sinto que é essa Mãe que as mulheres entram em contato quando vivem as dores do parto, infelizmente não pude passar por este processo, mas fico feliz de poder estar despertando-a.
Hoje, ainda dolorida, porém mais forte sinto prazer em fazer as coisas, prazer este que não sentia...sinto vontade de CUIDAR, cuidar da minha casa, cuidar do meu marido, cuidar da minha filha, cuidar de mim. As tarefas não me parecem mais pesadas, são simplesmente tarefas e isso me dá prazer e motivação. Minha MÃE está de volta!
Agradeço a cada uma das Mães que participam da minha vida, simplesmente por existirem, por tentar fazer suas vidas melhores, seu mundo melhor e por contribuíram comigo nesse meu processo.
Às MÃES/MATERNAS que conheço pessoalmente, meu muito obrigado por compartilharem comigo suas dores e também suas vitórias, as que não conheço e me mandam e-mails, posts, comentários também!
Sigo em frente com a certeza de que agora estou me tornando MÃE de verdade, nesse momento de angústia de separação, onde minha filha olha para mim e diz Mon, Mon, Mon e toca no rostinho dela e diz Nenê, Nenê, sinto que realmente isso não há ninguém que me tire.
SOU MÃE!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lembrançinhas de Maternidade e enfeites de porta

Enquanto esperava Manuela chegar uma das coisas que curti muito fazer foi procurar as lembrançinhas e o enfeite da porta do quarto na Maternidade.
As lembrançinhas tem muitas opções, cada uma mais linda que a outra e para todos os bolsos, mas confesso que o enfeite da porta foi difícil encontrar um que me agradasse, mas encontrei.
Acabei fazendo as lembrançinhas e uma agenda do bebê tudo no mesmo lugar. Indico o Atelier Lemes Arte, pela qualidade, capricho, carinho e pontualidade com que foram feitos.

Confiram:



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Gersal, opção excelente para reduzir o sal na comida

Uma opção bacana para diminuir o sal na alimentação e de fácil preparo é o Gersal.


Gersal é uma mistura de sementes de gergelim trituradas e sal marinho. Essa mistura tem sido muito utilizada na cozinha macrobiótica e é uma ótima opção para substituir o sal comum.

Com a mistura, além de reduzir a proporção de sal pela metade (ou menos, dependendo das medidas usadas) conseguimos enriquecer as preparações com outros nutrientes, principalmente o cálcio. O gergelim é uma das melhores e mais biodisponíveis fontes deste mineral que temos. O Gersal é uma ótima e criativa maneira de se introduzir este alimento funcional na nossa alimentação e aumentar a oferta de cálcio na alimentação.

E o melhor. É incrivelmente simples e prático de fazer.

Originalmente, o Gersal deve ser feito com sal marinho, mas o sal comum também tem sido utilizado e o efeito é praticamente o mesmo. Quanto ao sabor, não se preocupem. Não há perda de sabor com a substituição do sal de cozinha pelo Gersal. Pelo contrário. O gergelim agrega um sabor especial às preparações. Esta mistura permite que se use uma quantidade um pouco maior de tempero e a quantidade total de sal propriamente dito consumida continuará significativamente menor.

Já existem marcas de Gersal prontas à venda em lojas de produtos naturais e casas do gênero. Mas é tão simples de se fazer que não há necessidade de se comprar o produto industrializado.

Então vamos à receita!

Gersal

Ingredientes:
- 2 xícaras de semente de gergelim
- 1 xícara de sal marinho (ou sal comum)

*As proporções podem variar de acordo com a receita. Mas para se ter uma redução significativa de sal, a proporções mínimas é de 2 (gergelim) para 1 (sal). Se quiserem utilizar 3 para 1, ou 4 para 1, melhor ainda!

Modo de preparo:

Em uma frigideira, toste as sementes de gergelim até que ela assuma uma coloração dourada (neste ponto elas começam a “pipocar” na panela). Retire do fogo e triture bem as sementes com um liquidificador ou triturador até assumir uma textura de farinha homogênea.

Dificilmente você vai conseguir uma farinha fina, e nem é necessário. É comum sobrarem pequenos pedaços ou algumas sementes intactas. Não há problema algum.

Após o processamento, adicione a xícara de sal marinho e misture bem. Guarde em um recipiente de vidro longe de umidade.

Para substituição do sal em receitas, deve-se usar a mesma medida de sal pedida. Exemplo: Uma receita pede uma colher de sal, então use uma colher de Gersal.

O sabor ficará levemente mais suave, mas a quantidade de sal será três vezes menor! Experimente!

Fonte: http://nutribh.blogspot.com/

A função Materna - perspectiva de Winnicott


A teoria psicanalítica de Donald Woods Winnicott permite que se atente para uma forma particular de compreender a constituição do ser como uma entidade unitária - «o si mesmo» -, assim constituindo uma importante mudança de paradigma em relação à psicanálise tradicional. Essa «constituição do ser» está, para Winnicott, menos ligada ao Édipo, mas fundamentalmente assente na relação de identificação primária da mãe com o seu bebê.

Assim, de acordo com Winnicott, o ser humano parte de um estado de não-integração inical, com tendências herdadas para o amadurecimento e com a necessidade de outro ser humano para esse amadurecimento ter lugar. Ele vai precisar de uma mãe-ambiente-continente que se identifique com ele e o ajude na sua integração, ou seja, a perceber-se no tempo e no espaço, reconhecendo-se no seu corpo e na realidade, permitindo uma vivência de omnipotência que é importante, neste início de vida, para combater a ameaça de falta de controle sobre o que se apresenta. A mãe, nesta fase, é um objecto subjectivo, parte do bebé, caracterizando um estado fusional ou de «dois em um». A integração, que tem início na elaboração imaginativa das funções do corpo, vai-se ampliando de acordo com os movimentos do bebé, abarcando também o seu relacionamento com o mundo externo.

Contudo, Winnicott não considerava que a possibilidade de a mãe se tornar o ambiente favorável para o bebé fosse dependente apenas de uma boa condição interna dela. Para o autor, ela precisa, também, de um ambiente que a assegure durante essa fase, o que Winnicott acreditava ser um papel paterno inicial. O pai precisa de sustentar o estado materno de preocupação, precisa de proporcionar à mãe um suporte, impedindo que ela se ocupe com coisas alheias à sua relação com o bebé.

É esse ambiente total - pai e mãe no exercício dos seus papéis - que vai permitir ao bebé o desenvolvimento do seu Eu. Ele assim vai experienciando os seus momentos de tranquilidade e impulsividade. O seu sentido de realidade vai sendo desenvolvido em função da sobrevivência repetida do objecto aos seus impulsos, o que lhe transmite a diferença entre facto e fantasia e, no seu devido tempo, entre realidade externa e interna. O bebé chega, assim, ao estádio do concernimento, no qual descobre a externalidade, percebe-se como um Eu separado de um não-Eu e começa a preocupar-se com as consequências da sua impulsividade. Somente a partir deste ponto poderá este bebé viver o complexo de Édipo, pois agora ele terá a organização interna que lhe permita experienciar a relação com um Outro.

Fonte: net

sábado, 13 de agosto de 2011

Montando o quarto do bebê

Uma das coisas que mais curtimos fazer dos preparativos para a chegada da Manu foi montar o quartinho dela.
Fizemos um quarto bem clean e delicado, pensado nos mínimos detalhes.
Para aproveitar bem o espaço decidimos comprar um berço com trocador da Sleeper que vira cama e criado mudo depois que o berço for desmontado. Tem uma bicama, bem bacana!
Compramos a cômoda que faz conjunto com o berço.



Fora isso fizemos um guarda-roupas embutido com portas de correr também pensando em aproveitar o espaço. Compramos na Sidilar, revendedora dos móveis, Todeschini, não recomendo apesar de ter ficado bonito, mas deu uma série de probleminhas.
Para decorar, quadros da Iroma Baby e Adesivos de parede da Primeiro Quarto, esses adesivos são lindos e de fácil aplicação.




Compramos também uma poltrona de balanço para amamentação na Concept Design, no Casa & Móvel Shopping, na Teodóro Sampaio e uma mesinha de canto da Tok&Stok.
Ah, o protetor de berço da foto é da Alô Bebê.


Uma dica, na hora de comprar o berço, legal são os com grade que podem ser abaixadas, esse foi o único inconveniente do berço que escolhemos para nossa pequena flor.
No mais é curtir os momentos e aguardar a chegada do bebê.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nossos filhos estão caminhando



Pensando na grande responsabilidade e nos desafios da educação de um filho, cito o grande mestre Winnicott:

"O desenvolvimento, em poucas palavras, é uma função da herança de um processo de maturação, e da acumulação de experiências de vida; mas esse desenvolvimento só pode ocorrer num ambiente propiciador. A importância desse ambiente propiciador, é absoluta no início, e a seguir relativa; o processo de desenvolvimento pode ser descrito em termos de dependência absoluta, dependência relativa e um caminhar rumo à INDEPENDÊNCIA".


A família e o desenvolvimento p.27
D.W. Winnicott
Martins Fontes, SP, 2005

domingo, 3 de julho de 2011

Meu filho não me escuta


De Naomi Aldort

“Meu filho deveria me escutar”

Pergunta: Meu filho de sete anos parece não me escutar. Estou tão confusa. Simplesmente não sei onde eu errei. Ele não deveria me escutar se temos que deixar a pracinha, ficar pronto para sair, sentar-se à mesa, vestir seu casaco ou ficar quieto?
Resposta: O pensamento “ele deveria me escutar” é a origem de toda a confusão. Você ou eu não temos como saber que ele não escuta, ou que ele deveria escutar.

PERGUNTE A NAOMI

Para mim o que você diz é que ele não faz o que você fala. Quando uma criança não segue a nossa lógica nós dizemos que ela “não está ouvindo”. Ainda assim, você realmente quer que a sua criança obedeça somente porque você é maior ou mais velha? Você quer que ela tenha medo de você, e aja contra seu guia interior.
A maioria de nós quer garantir que uma criança cresça pensando por si própria , que no futuro ela não siga ninguém cegamente,que tenha uma boa afirmação e seja confiante. Esperamos que ela saiba se defender na presença de transgressores sexuais , das drogas, das “porcarias”e dos sempre sedutores shoppings e da mídia. Por que treinar o seu filho para obedecer? Se for para ele ser autoconfiante e capaz, ele precisa escutar a si próprio. Pelo que você me falou, ele já está fazendo isso. Com tamanha confiança ele saberá escolher quem e quando escutar ,e pelo que se mover.
Por que é tão difícil confiar que a resposta do seu filho seja do jeito que tem que ser quando ele não faz o que você diz? Porque a sua própria mente está muito ocupada tentando distrair você do seu bom senso natural e amor. Amparada pela mídia, pelos avós e pelos amigos, a sua mente acredita que o seu filho deve ser algo diferente do que ele é, embora, bem no fundo você não acredite nisso. Se o seu filho não quer compartilhar ou se vestir, a mente pode berrar dentro da sua cabeça: “ele deveria ...” Se você ficar presa na pauta da sua mente, perderá de notar a sua criança que está no lugar certo, fazendo seu trabalho no tempo exato.
Olhe para quando você realmente confia e aprenda por si própria: você empurrou seu filho para fora do útero aos 8 meses para garantir que ele aprendesse a respirar? Você o ensinou a andar ou a falar? Observando as áreas em que você confia tranquilamente, perceberá que as outras áreas, que a sua mente diz pra se preocupar não são diferentes. Ele lerá quando for o tempo, se vestirá quando se vestir, terá boas maneiras quando tiver, compartilhará quando quiser compartilhar e fará sua própria comida quando fizer. Apenas esteja lá e assista para comprovar tudo isso.
Quer dizer que você não deve fazer nada? Claro que não é isso. Mas, em vez de direcionar, você responderá ao seu verdadeiro filho, do jeito que ele é. A sua mente pode ser que reclame e grite com muitos pensamentos amedrontadores; se você obedecer a essas vozes irá sofrer e afastará seu filho de confiar em si próprio. Em vez disso, para poder sair do caminho e suprir as necessidades, fique alerta às intenções dele.
Então, observe a sua expectativa de que ele deveria escutá-la e veja como pode se beneficiar do seu próprio aprendizado. Ele está escutando quando se recusa a fazer o que você diz. Você o está escutando quando ele afirma a sua vontade? Você está se escutando? Dentro de você está a verdade, que você quer que o seu filho confie em si próprio e dirija sua própria vida. A boa notícia é: Ele está fazendo isso!
É inútil tentar controlar a escuta ou as ações de outra pessoa. Mas, você tem poder sobre si mesma; você pode escutar. Quando você escuta no sentido amplo da palavra, você planeja as coisas de modo a diminuir os conflitos e a vida flui sem tanta batalha.
Em uma consulta telefônica, um pai australiano desabafou comigo sobre a recusa de seu filho a usar chapéu nos dias de sol forte. Como você, ele estava pensando que seu filho deveria “escutá-lo”. Com “escutá-lo” ele queria dizer fazer o que ele fala. Apesar das explicações do pai, o menino continuava tirando o chapéu. Eu perguntei a esse pai se ele se submeteria a alguém que colocasse o chapéu, casaco ou cachecol nele contra sua vontade. Ele percebeu imediatamente que não permitiria aquilo e celebrou o fato de seu filho saber se cuidar com tanta autoconfiança. Bem, mas, ele deve usar o chapéu, não deve? Quando esse pai escutou, ele entendeu que seu filho não gostava de usar chapéu. Embora o pai tenha explicado para o menino porque isso era importante, obviamente, a criança não estava convencida.
Sem o pretexto de que o menino deveria “escutar”, o pai foi capaz de inventar algumas soluções: Criar uma atividade que se desenrole na sombra; levá-lo a uma loja para escolher um chapéu que ele goste; mostrar um vídeo que explique porque deveria usar chapéu; permanecer dentro de casa; sair pra passear de manhã cedo e à tardinha quando o sol está ameno; colocar creme protetor solar ou mover a caixa de areia para uma área sombreada do terreno.
O que de fato aconteceu? Esse pai escutou. Ele disse para o seu filho: entendo que você não gosta de usar chapéu. Preocupa-me que o sol possa te queimar. Você pode me dizer o que o incomoda sobre o chapéu? A criança falou e o pai fez mais algumas perguntas até que soube exatamente que tipo de chapéu empolgaria seu filho e, quais outras soluções funcionariam.
Outro exemplo típico é quando os pais dizem: “ela não me escuta quando está na hora de ir para casa.” Se você escutá-la perceberá que ela precisa de mais tempo na pracinha e, planejará melhor da próxima vez: você leva comida, roupas extra, fraldas para o bebê. Planeje menos saídas que sejam mais longas etc.
Tem vezes que você precisa ir embora antes que a criança tenha se divertido o suficiente. Sua filha escutará você quando lhe falar honesta e amorosamente. -“Temos que ir pra casa agora” é ditador e desonesto. “Nós” não precisamos realmente ir embora. Você quer ir para casa. O bebê talvez precise de cuidados que são mais fáceis em casa; você pode estar com frio, com fome ou impaciente e gostaria de jantar, etc. Nada é uma obrigação quando a preferência da criança é levada em consideração com a mesma urgência.
Freqüentemente usamos frases do tipo:- “está na hora;” -“vamos” ;ou: -“nós temos que” com a intenção de disfarçarmos o nosso franco:- “eu quero”. Não é de surpreender que as crianças respondam mais positivamente à conexões baseadas em honestidade e que elas de fato preferem fazer algo por nós do que o elusivo:- “nós” e, -“isso é” .
Para ser honesto, você pode dizer para a criança:
“- Eu vejo que você quer continuar brincando. Eu gostaria de ir para casa logo. Quantas vezes mais você quer escorregar antes de ir?”
A maioria das crianças falaria um número razoável como cinco ou dez vezes mais. Todavia, mesmo 100 vezes uma hora termina e a maior parte das crianças perde o interesse bem mais rápido do que pensávamos. Um processo tão honesto de boa vontade e respeito é pacífico, e faz valer a pena a espera.
Naturalmente, você afasta a criança de perigos e situações que a prejudiquem, porém, mesmo nessas situações , a questão não é se ela está ou não te escutando. – “ele deveria me escutar” (querendo dizer fazer o que eu digo), simplesmente não é verdadeiro, quando o fato é que ela não o faz. O jeito que ela é me diz o jeito que ela deveria ser. Conhecer a verdade é muito útil para você e pode salvar uma vida. Se o seu filho que está recém aprendendo a andar sair para a rua, obviamente ele não a escutou. Quando você estiver em paz com a verdade de que ele simplesmente não irá escutar, você age no sentido de protegê-lo do perigo. Escutar o seu filho é conhecê-lo e responder à realidade e não a uma ilusão.
Como você saberá o que esperar em cada idade? Minha resposta é: Observe. O que a criança está fazendo é a prova viva do que ela deveria ser. O mesmo se aplica a você que está fazendo o seu melhor o tempo todo, e qualquer tentativa externa para mudá-la, só atrapalha o seu curso. Seu filho está correndo o mais rápido que pode para se tornar um adulto. Quando alguém está correndo o mais que pode, um empurrão só fará com que caia.

Naomi Aldort é a autora de “ Raising Our Children, Raising Ourselves” (Criando Nossos Filhos Criando nós Mesmos). Pais e mães do mundo inteiro procuram pelo seu aconselhamento por telefone, pessoalmente e escutando seus CDs, e participando dos seus “workshops”. Suas colunas de conselho aparecem em revistas de paternidade/maternidade progressivos no Canadá, EUA, Austrália, no Reino Unido, e são traduzidos para o alemão, hebreu, holandês, japonês e espanhol. Ela é casada e mãe de três filhos . Seu filho mais novo, Oliver Aldort, tem treze anos de idade e é violoncelista (www.oliveraldort.com). Para mais informações sobre a Naomi visite as páginas www.NaomiAldort.com ou www.AuthenticParent.com.


Permitida a divulgação e veiculação, desde que citada a fonte: http://www.slingando.com

sábado, 2 de julho de 2011

Ser mãe depois dos 35 anos tem suas vantagens

7 benefícios de ser mãe depois dos 35
Acredite: ter filhos nessa fase da vida tem muitas vantagens!

Por Lígia Menezes


Hoje em dia, são comuns as mamães de primeira viagem com mais de 35 anos. Nessa fase, muitas mulheres se encontram em uma situação mais estável e sentem mais segurança na hora de educar o bebê. Mas o que muita gente não sabe é que há muitas vantagens em ter filhos nessa fase da vida, desde a sexualidade da mãe até a diminuição do risco de depressão pós-parto. Quer saber mais? Listamos a seguir os principais benefícios da maternidade tardia:

1. Mais paciência: “Mamães mais velhas tendem a investir mais na educação dos filhos e ainda têm mais experiência e sabedoria para compartilhar com eles”, conta o ginecologista Marcello Valle, especializado em Reprodução Humana, da clínica Origem, no Rio de Janeiro. Além disso, terão mais oportunidades para levar os filhos na escola, participar de reuniões escolares e “ainda costumam ter mais paciência com as crianças”, avalia a psicóloga e psicoterapeuta, Cynthia Schincaglia, do Rio de Janeiro.

2. Mais maturidade: os benefícios não são uma exclusividade das mamães, não. Com o passar do tempo, os papais também tendem a ter uma melhor situação financeira. Isso se reflete na segurança que ele vai oferecer ao bebê. “O homem mais velho conta com uma estabilidade bastante importante para a chegada do filho – o que melhora a relação do casal e a revigora”, diz Soraya Deminicis, psicóloga e sexóloga, de São Paulo.

3. Maior disponibilidade para a criança: quanto mais velhos forem os pais, mais presentes estarão na vida dos filhos, pois já deram conta de suas prioridades e podem planejar melhor o futuro da criança. “Com mais de 35 anos, o casal está maduro e tem uma relação equilibrada – o que é ótimo para a educação das crianças”, explica Cynthia. “Sem contar a disponibilidade de tempo: aos 20 anos, parece que o mundo está correndo lá fora. Essa sensação não aflige as mulheres mais maduras com tanta intensidade”, acrescenta a ginecologista e obstetra Maria Cecília Erthal, diretora médica do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, no Rio de Janeiro.

4. Risco de depressão pós-parto diminui: a maior incidência de depressão pós-parto ocorre nas mães que têm entre 15 e 24 anos. “Com mais de 35 anos, a gestação tende a ser planejada, o que diminui a chance de depressão pós-parto”, explica Marcello.

5. Gravidez tranquila: alterações hormonais em gestantes fazem com que as emoções oscilem bastante. Porém, em mulheres mais velhas, a proporção que esses sentimentos tomam é menor graças à maior experiência de vida. “A oscilação de emoções sempre ocorre na gravidez, tanto nas mães mais jovens como nas mais velhas, mas o que muda é a maneira de lidar com elas”, explica Soraya.

6. Saúde em dia: quando a mulher tem mais de 35 anos, o risco de desenvolver diabetes, hipertensão arterial na gestação e ter um parto prematuro são maiores. Graças a isso, gestantes mais maduras costumam fazer um acompanhamento mais rigoroso nessa fase e tomam mais cuidados com a saúde do que as mamães mais novinhas.

7. Melhor relação com o corpo: segundo Soraya, essas mulheres mais experientes também lidam melhor com as mudanças que ocorrem no corpo – o que faz bem até para a sexualidade delas. “A relação da mulher com o seu corpo se torna mais consciente, impedindo que as alterações causem impacto na vida sexual e na interação com o parceiro”, finaliza a psicóloga e sexóloga.

Fonte: http://bebe.abril.com.br

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Despertar é preciso


Acredito que muito do que vivemos, os sofrimentos, as angústias, os medos, poderiam e podem ser evitados quando nos percebemos e nos damos a chance de sermos nós mesmos, ou seja, ter nosso espaço, nossa voz, nossos desejos preservados e comunicados a quem quer que seja.
Por isso coloco aqui um dos textos de um autor russo maravilhoso, que amo de paixão, Maiakóvski. É preciso despertar para a vida, para as transformações, nada é fixo, sempre há uma saída.
Nossos filhos são a prova disso e também são nosso desafio constante, para que não sejamos nós os primeiros a calar-lhes a voz!

DESPERTAR É PRECISO

Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.

Vladimir Maiakóvski

Relato de amamentação e processo de introdução de alimentos da Manuela


Segue o relato que fiz da amamentação e processo de introdução alimentar de nossa filhota Manuela. Escrevi quando ela estava com quase 11 meses. Agora a pequena está com 1 ano e 3 meses, nossa como passa rápido.

Vamos lá:

Bem, não tinha pensado, até hoje, em fazer o relato do processo de amamentação da Manuela, nossa filhota de 10 meses e 3 semanas de LM em LD e atualmente em pleno processo de introdução alimentar, que é um relato a parte.

Quando engravidei da Manuela pensei muito em ter parto normal e apesar dos meus problemas epilepsia e diabetes tipo 2, estava disposta a fazê-lo apesar do meu medo com relação ao que aconteceu com minha mãe (faleceu no meu parto, devido a pressão alta), porém na 37 semana de gestação desenvolvi um polihidrâminio por causa da diabetes que não possibilitou levar a gravidez até o final. Tudo bem, passei por uma cesária e nossa filhota linda nasceu com 3,05kg e 0,45 cm comprimento, uma meninona linda e saudável,, nota apgar 9 e 10. Pedimos para que a colocassem no peito ali mesmo no centro cirúrgico, mas logo a levaram...ahhhhh os procedimentos...

Na manhã seguinte foram aquelas enxurradas de enfermeiras, nutricionistas e etc dizendo como fazer para amamentar, pega sua mama daqui, aperta dali, cada uma dizendo uma coisa, segura a cabeça da criança, encaixa, solta o ombro, relaxa, faz massagem, e a pequena só pegava direito, ou melhor, qdo todo mundo ia embora, só eu e ela nos entendíamos...mas ela só queria dormir e ficava pouco no seio.

No segundo dia a tarde um susto minhas mamas pareciam de pedra e doloridas e a bebezinha só dormia...mamava pouco...E mais enfermeiras falando e falando...Mãe, vc não esta fazendo direito, relaxa, se vc ficar nervosa o bebê sente e não mama direito...Affff...

No terceiro dia de manhã já tudo pronto para ter alta a notícia, Manuela teria que ficar no banho de luz por causa da icterícia...Nosso mundo desabou, pois eu sairia de alta e ela não...

Com isso acabei ficando recém operada na sala de espera da maternidade para dar de mamar pra filhota de 3 em 3 horas, pelo menos durante o dia e a noite e de madrugada dariam o meu leite que tirei nos intervalos no banco de leite, ficando apenas 1 mamada com complemento na madrugada, se necessário. Fomos nesse ritmo por 4 dias, tempo em que Manu ficou no hospital, minhas mamas duras, eu tendo que massagear e com dificuldade, pois tive síndrome do túnel do carpo na gravidez, não sentia a ponta dos dedos, estavam dormentes e doloridos, fazia a massagem com a lateral dos polegares e meu marido tb ajudava. Tirar o colostro/leite no banco de leite da maternidade tb foi fundamental nesse período. Lembro-me que usei uma máquina super forte usadas por mães funcionárias da maternidade, nossaaa esfolou tudo... e dá-lhe pomadinha de lanolina...que por sinal me ajudou muito, pois os bicos esfolaram um pouco nessa época mas nunca chegaram a rachar. 

Tb foi uma luta para amamentar minha filha nesse período, pq algumas funcionárias da fototerapia não queriam tirar a faixa de proteção dos olhos da Manu, por pura preguiça de ter que colocar novamente depois para que ela pudesse mamar...Rodei a baiana...e tb não queriam que eu amamentasse minha filha alegando que se tirassem a bebê da fototerapia muitas vezes o tratamento não faria efeito. Mas e o meu contato com ela, e a nossa relação? Isso não poderia ajudar na recuperação dela tb? Enfim, mas um motivo para stress e confusão com o corpo de enfermagem...mas conseguimos enfrentar...vi surgindo naqueles primeiros dias a leoa dentro de mim...uma forca que nunca havia sentido antes, era capaz de enfrentar o mundo por nossa pequena filha.

Fomos levando assim ate sua alta, 4 dias após a minha. E me vi com aquela pequena criaturinha indefesa nos braços saindo da maternidade e ainda no hall um pianista tocava:  EU SEI QUE VOU TE AMAR! POR TODA MINHA VIDA EU VOU TE AMAR! EM CADA DESPEDIDA EU VOU TE AMAR! DESESPERADAMENTE EU SEI QUE VOU TE AMAR!

Parei e me acabei em prantos...Eh, agora era por nossa conta! Que medo!

Chegamos em casa e meu marido teria que sair logo em seguida por um compromisso inadiável.
Ficamos em casa eu e Manu que não quis mamar de jeito nenhum, ficando mais de 5 horas sem mamar e só dormindo.

Entrei em desespero, mas depois meu marido chegou e ela voltou a mamar...Estava em casa agora...protegida afinal!

Nos primeiros dias foi difícil, ela mamava por muito tempo, o peito doía, tinha cólicas e me sentia impaciente, pois estava cansada e nunca sabia que horas ela iria parar...Mamava praticamente o dia todo e a noite acordava e mamava muito tb. Eu pensava, mas será que é assim mesmo, essa dor, tanto tempo mamando? Mas com o passar dos dias foi ficando mais tranquilo, ela pegando mais fácil o peito, eu não sentia mais dor e nossa relação foi tb ficando mais forte.

Por volta dos 3 meses ela mamava muito e chegava até a vomitar de tanto que mamava, nessa fase acabamos dando a chupeta que ela chupou por um curto tempo, pois fez com que perdesse peso ja que ela passou a mamar menos. Com a retirada da chupeta ela voltou a mamar mas não tanto que chegasse a vomitar e voltou a ganhar peso.

Manu foi amamentada exclusivamente com LM em LD até mais ou menos 7 meses, pois não mostrou nenhum interesse por alimentos aos 6 meses e decidimos junto com a pediatra dela, Dra. Nina que poderíamos começar a introdução alimentar mais tarde. Esse processo ainda não ingrenou, Manu só passou a comer melhor, mesmo assim, come bem as frutas, agora depois dos 10 meses, antes disso só experimentou os sabores, está assim ainda com as papinhas salgadas, mas não temos pressa...estamos no tempo dela.

Para chegar até aqui, passamos por papinhas com várias consistências, até descobrirmos que ela gosta mesmo é de pedaços, e sem nenhum dentinho, pois só agora com 10 meses e meio que estão nascendo os dois primeiros.

Enfim, Manuela vem nos mostrando a cada dia sua peculiaridade, suas particularidades e por que não dizer sua personalidade...

Procuramos a cada dia dar a ela o espaço que é dela em nossas vidas...o espaço para que ela possa crescer com a certeza que esta sendo amada pelo que é não pelo que queremos que seja.